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  O governo quer expandir os acordos
11.08.2005

Fonte: TI & Governo

Depois de firmar acordo de cooperação com a Microsoft, o Ministério da Ciência e Tecnologia e a SOFTEX vão atrás de outras multinacionais em busca de espaço para a indústria nacional. “É uma agenda que queremos expandir para outras multinacionais para ajudar as empresas brasileiras a vender seus produtos”, diz Marcelo Lopes, secretário de Política de Informática do
MCT.

No dia 16, a SOFTEX deve se reunir com a SAP para acertar um acordo de cooperação. “A idéia é replicar a iniciativa, que pode resultar em negócios para as nossas empresas”, diz José Antônio Antonioni, coordenador geral da SOFTEX. O acerto com a SAP envolve também as multinacionais usuárias SAP com filiais no Brasil, informa Djalma Petit, coordenador-adjunto da SOFTEX. A idéia, segundo Petit, é que as multinacionais montem no Brasil centros de prestação de serviços às filiais de outros países.

Hoje elas têm em cada país um centro de prestação de serviços. O Brasil quer pegar pelo menos parte desses serviços. Está em negociação ainda, segundo Petit, a instalação de um centro de desenvolvimento de sistemas no Brasil. Outro ponto em estudo é a utilização de empresas brasileiras na customização SAP para atender a outros países.

O acordo com a Microsoft, segundo Petit, prevê várias iniciativas de negócios para as empresas nacionais. Está em negociação, segundo ele, a criação de um centro virtual de desenvolvimento de produtos Microsoft no Brasil. O centro seria baseado em empresas brasileiras, homologadas e contratadas pela Microsoft para desenvolver códigos para a multinacional. A Microsoft manteria no Brasil uma pequena equipe.

O acordo prevê ainda a realização de seminários, rodadas de negócios e implantação de centros de excelência em web services no Brasil. A iniciativa não agradou muito os defensores do software livre. Embora elogie o esforço do MCT, Sérgio Rosa, diretor do Serpro e integrante do Comitê de Implementação do Software Livre do Governo Eletrônico, comentou que “não faria uma acordo desses”.

Ele acha que o acordo de cooperação precisa ser mais objetivo, com definição de metas de treinamento e de investimentos por parte da multinacional. “Queremos um programa que fixe a tecnologia no Brasil”, diz Sérgio Rosa. “A gente precisa trabalhar em cima de acordos mais consistentes, mais substanciais, onde o compromissos das partes fiquem mais evidentes”, concorda José Antônio Antonioni, da SOFTEX, embora admita que o acordo pode gerar bons negócios para as empresas brasileiras.

O secretário de Informática do MCT, Marcelo Lopes, argumenta que o objetivo é o fortalecimento da empresa nacional e, para isso, vai manter o diálogo com todas as empresas e entidades, de software proprietário e software livre, como o Sou Java. “Vamos tratar com todo mundo”, afirma.


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