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  O governo prepara um plano para injetar recursos em inovação
24.08.2005

Fonte: Softex

 A Câmara de Política Econômica, órgão que reúne vários ministérios, sob a coordenação do Ministério da Fazenda, vai analisar, ainda este mês, uma proposta de criar um fundo, com recursos públicos, para alavancar os fundos de capital de risco destinados à inovação tecnológica. “Vamos criar o fundo dos fundos”, explica Edmundo Oliveira, coordenador geral da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O papel do governo, segundo ele, é de indutor do setor privado: para obter o aporte de recursos públicos, os fundos terão que buscar uma contrapartida de investidores nacionais e estrangeiros.

A proposta da ABDI é injetar recursos no fundo público em 2005 e 2006 e manter o investimento por sete anos, prazo suficiente para amadurecer o projeto das empresas inovadoras e alavancar o mercado privado de fundos de inovação. “É preciso organizar um programa consistente para atrair recursos internacionais para venture capital”, afirma Oliveira.

China e Índia, segundo ele, já atraíram mais de US$ 1 bilhão, cada um. Os países da Europa Oriental estão buscando capital nos Estados Unidos. A OCDE tem um trabalho sistêmico de captação de recursos para fundos de inovação. No Brasil, esses fundos só vão ganhar relevância se o Estado assumir o papel de indutor, explica ele. Isso foi feito na década de 90 em Israel, que investiu US$ 100 milhões para alavancar dez fundos. Com o apoio do setor privado,
o volume de recursos duplicou.

Governo espera ter a participação dos fundos de pensão

Os fundos de pensão são potenciais investidores nos fundos de inovação. Alguns deles já começaram a se movimentar nessa direção. O Petros e o Previ, por exemplo, já tomaram a decisão de fazer investimentos nessa área. A expectativa é que os fundos de pensão destinem 0,5% de seus investimentos aos fundos de inovação tecnológica. Edmundo Oliveira ressalta, entretanto, que o governo não pode interferir na decisão dos fundos de pensão. Eles serão atraídos pela oportunidade de bom retorno financeiro com a participação no capital de empresas.

Na área de software, já há o caso da fusão da Microsiga com a Logocenter, que contou com a ajuda do BNDES, com um aporte de R$ 40 milhões, por meio do Prosoft. Hoje, há no Brasil 15 fundos de capital para investimento em empresas inovadoras. Mas o volume de recursos ainda é pequeno. A oferta está muito concentrada na Finep, que usa recursos dos fundos setoriais.

Outra dificuldade, segundo Edmundo Oliveira, é a “inconstância por causa do contingenciamento” por imposições da conjuntura econômica. Com a nova iniciativa, o Brasil terá uma estrutura de visibilidade internacional que dará confiança aos investidores externos, acredita ele.


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