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  XV Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas conta com novidades
25.08.2005

Fonte: Softex

 Incubadoras de empresas e as entidades empresariais brasileiras têm mais interesses em comum do que se possa imaginar. A incubadora tem como missão incentivar a produção de inovação e geração de empresas sólidas no mercado. A entidade empresarial, por sua vez, necessita de empresas sólidas para se fortalecer e continuar a exercer o papel político em defesa de sua classe; além, é claro, do fato de que a inovação de hoje será produto amanhã para milhões de consumidores; o que beneficia as empresas, as entidades empresariais e as incubadoras. Justamente para relevar a importância desse relacionamento, a Anprotec e o Sebrae realizarão o Fórum das Entidades Empresariais de Classe, durante o XV Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas. 

Para o presidente da Anprotec, José Eduardo Fiates, ter um fórum específico às entidades da classe empresarial é de suma importância para promover um estreitamento com as incubadoras de empresas, pois, “uma complementa a outra.Ou seja, enquanto uma prepara a empresa para o mercado, a outra a acolhe e a orienta depois que ela sai da incubadora. Portanto, é uma relação que precisamos preservar para dar continuidade ao fortalecimento das empresas de nosso movimento”, afirma.

Além desta aproximação, a realização do Fórum também está sendo motivada com base em modelos de interação já estabelecidos com sucesso no país como o Programa de Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica (Projeto Pégaso), de Santa Catarina. Fruto do Convênio de Cooperação Técnica entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Sistema FIESC, o projeto foi viabilizado, em 1998, para aumentar a produtividade e a competitividade das pequenas empresas industriais do estado, por meio da implantação de incubadoras de base tecnológica (IBT’s).

Em 1999, o projeto criou a Incubadora de Base Tecnológica de Joinville, o MIDIVILLE, voltada para áreas de eletrometalmecânica, automação e matrizia. Dois anos depois, em 2001, foi a vez da MIDISUL, em Criciúma, que passou a incubar empreendimentos na área de cerâmica. No ano seguinte, foi criada a MIDIOESTE, na cidade de Chapecó, para assistir empreendimentos agroindustriais. Durante seis anos de desenvolvimento do projeto, as três incubadoras acolheram cerca de 133 empreendimentos e receberam investimentos da ordem de R$ 3,1 milhões, provenientes do convênio.

Para a Coordenadora Geral do Projeto Pégaso, Luciana Santaella Malaguti, a iniciativa, além de beneficiar o setor de incubação de empresas no estado, serviu para analisar a viabilidade de iniciativas de apoio ao empreendedorismo inovador, principalmente no que tange a questão da auto-sustentabilidade. “Desde a implantação do projeto, o SENAI e o IEL/SC buscaram mecanismos que garantissem a auto-sustentação das incubadoras, o que contribuiu para a continuidade do projeto, mesmo após o término do convênio com o BID”, explica.

O Fórum das Entidades Empresariais de Classe será realizado no dia 8 de setembro, às 14hs, e precede dois outros Fóruns que tratarão o relacionamento do setor de incubação de empresas com universidades, prefeituras e secretarias estaduais de ciência e tecnologia no Brasil.

Conheça a opinião de algumas entidades empresariais do país sobre o setor de incubação de empresas:


Rodrigo da Rocha Loures
Presidente da Federação das Indústrias
do Paraná – FIEP

“As incubadoras de empresas apresentam alguns aspectos relevantes no processo de desenvolvimento do nosso país: são incentivadoras e promotoras do empreendedorismo; desenvolvem-se em locais próximos às universidades e centros de pesquisa, contribuindo, desta forma, com um melhor equilíbrio regional; e destacam-se pela identificação de tecnologias mais avançadas que são altamente impactantes no processo de modernização industrial, tais como as tecnologias de informação e comunicação e as biotecnologias.

Por estas razões, o Sistema Fiep, através do Senai-PR, está apoiando o setor por meio da disponibilização de estudantes dos cursos técnicos para estágios dentro das incubadoras e das empresas incubadas no Paraná. Além disso, o próprio Senai está implantando um conjunto de Hotéis de Projetos Inovadores para abrigar o desenvolvimento das idéias dos seus alunos, fortalecendo ainda mais a nossa rede paranaense de estímulo ao empreendedorismo de base tecnológica.

Os Parques Tecnológicos também são fundamentais para o nosso desenvolvimento, pois se constituem em locais apropriados para abrigar e fomentar as empresas inovadoras e competidoras no mercado global. O Sistema Fiep está participando da elaboração do projeto do Tecnoparque, que envolve também a Prefeitura de Curitiba, o Governo do Paraná e as universidades, o qual será apresentado durante o Seminário Nacional da Anprotec.”


Roberto Wolf
Superintendente do IEL / MS

“Consideramos muito benéfica a relação entre as incubadoras e as entidades de classe empresarial. O IEL / MS foi uma das primeiras instituições a apoiar o empreendedorismo inovador como mecanismo de desenvolvimento local e setorial no estado, quando,  em 1984, desenvolvemos projetos que utilizavam tecnologias inovadoras para a área agroindustrial.

O apoio às incubadoras é crucial para o desenvolvimento regional, pois quando falamos em desenvolvimento temos a convicção de que ele está atrelado à geração de novas tecnologias. Por isso, a presença das incubadoras e dos parques é muito forte dentro do sistema.

Além disso, é importante salientar que as incubadoras brasileiras devem ser focadas na geração de inovação, de novas tecnologias. Em alguns casos no país, o que vemos são incubadoras que trabalham como consultorias a empresas tradicionais. Em nossa concepção o processo de incubação deve ser utilizado para apoiar empresas que gerem produtos e serviços de alto valor agregado.”


Armando Costa Neto
Superintendente do IEL / BA

“Historicamente, desde 1997, o IEL/BA vem apoiando intensamente as incubadoras e parques do estado. Criamos uma rede de apoio que congrega o Sebrae regional, o Governo do Estado, a Fundação de Amparo à Pesquisa e a Federação das Indústrias da Bahia. Tal articulação nos possibilita atuar fortemente na capacitação e criação de ações de incentivo direto ao setor como convênios e editais.

Os resultados dessa relação estão sendo medidos a longo prazo, pois, além das iniciativas diretas, nosso projeto visa a disseminação da cultura do empreendedorismo inovador na mentalidade dos empresários do estado, que, cada vez mais, estão se conscientizando de que a tecnologia e a inovação são fundamentais para a rentabilidade de suas empresas.

Outro fator positivo que detectamos no processo de incubação é a interação entre universidades e empresas, que ao mesmo tempo beneficia e aplica a pesquisa desenvolvida na academia e abre portas aos alunos de graduação e mestrado para o mundo empresarial. Esse papel é muito importante, pois se passarmos a avaliar o impacto dessa relação no âmbito da lei de inovação, veremos que a parceria entre o conhecimento e o empreendedorismo tende a aumentar cada vez mais.”


Comissão define os melhores do Prêmio Anprotec 2005 de Empreendedorismo e Inovação

Em reunião realizada no último dia 18, na Sede do Sebrae Nacional em Brasília, a Comissão Julgadora do Prêmio Anprotec 2005 de Empreendedorismo e Inovação selecionou os grandes vencedores de 2005. O encontro contou com a presença de representantes de entidades parceiras da Anprotec como Sebrae, Finep, CNPq, MCT, MDIC e CNI; de veículos de comunicação voltados ao empreendedorismo como as revistas Exame e Empreendedor e o jornal Folha de São Paulo; além de um representante da empresa de informática CTIS. Foram avaliados 43 candidatos em seis categorias.

Para a seleção dos vencedores, a comissão utilizou critérios específicos de cada categoria. Nas categorias Programa de Incubação Orientado para o uso Intensivo de Tecnologias (PIT) e Programa de Incubação Orientado ao Desenvolvimento Local e Setorial (DLS), alguns fatores como infra-estrutura, impactos gerados no mercado e taxa de ocupação da incubadora foram decisivos. No caso das empresas, graduada e incubada (EI e EG), a comissão levou em consideração faturamento, caráter inovador de seus produtos, geração de empregos diretos, perspectivas futuras, entre outros. Para a categoria Parques Tecnológicos/Habitats de Inovação (PTH), foram enfatizados a infra-estrutura e serviços oferecidos, parcerias, geração de empregos diretos e impacto local. E, por fim, na escolha do Melhor Projeto de Promoção do Empreendedorismo Inovador (CEI), a comissão se baseou em critérios como clareza na descrição das propostas, relação custo/benefício, caráter inovador e impacto do projeto na performance do mercado, da incubadora e de suas empresas.

Segundo Ary Plonski, vice-presidente da Anprotec, e presidente da Comissão Julgadora, o prêmio tem um significado de grande importância ao país, pois, “além de ser um certificado de excelência, também é um estímulo à busca cada vez maior pela qualificação profissional, para gerar empregos e conseqüentemente um retorno social com a inclusão das camadas menos favorecidas da população”, explica.

Os vencedores do Prêmio Anprotec 2005 de Empreendedorismo e Inovação serão conhecidos no próximo dia 8 de setembro, durante a sessão de encerramento do XV Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas.

Confira o que os vencedores de 2004 disseram na época em que receberam o Prêmio Anprotec de Empreendedorismo e Inovação:

Eduardo Emrich Soares
Diretor Presidente da Fundação Biominas – Entidade gestora da Melhor Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de 2004

"Ganhar o Prêmio Anprotec é de grande importância, pois é um exemplo de reconhecimento de nossa visão empreendedora e esforço ao longo dos anos e de busca contínua de atendimento das necessidades dos empreendedores do setor. O Prêmio nos estimula a prosseguir implementando novas ações voltadas á promoção do empreendedorismo inovador em Minas Gerais e no Brasil."

Jorge Audy
Diretor do Tecnopuc – Melhor Parque Tecnológico de 2004

“Trata-se da celebração e reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos Parques Tecnológicos brasileiros. O Prêmio Anprotec é um verdadeiro presente de comemoração dos 20 anos dos parques tecnológicos do Brasil.”

Wang Shu Chen
Diretora da Adespec – Melhor Empresa Graduada de 2004

“Ganhar o Prêmio Anprotec é o coroamento de um trabalho intenso que objetiva dotar o Brasil de alternativas de adesão e selagem que sejam ao mesmo tempo de alta performance e inofensivas aos trabalhadores e usuários finais. O Prêmio Anprotec não apenas reconhece o trabalho desenvolvido a partir do apoio dado, mas, principalmente, demonstra que a sociedade brasileira aprova, valoriza e está estimulando a introdução de tecnologias de última geração.”

Rademaks Bento de Oliveira
Diretor da Natupol – Vencedor da categoria Melhor Empresa
Incubada de 2004

“A escolha de nossa empresa a participar desse prêmio só nos mostra o quanto estamos no caminho certo para nos tornarmos uma empresa sólida dentro do mercado empresarial. Acredito que a conquista deste Prêmio está ajudando a projetar a Natupol dentro do mercado nacional com muito mais força e competitividade”.

Claudia Müller de Almeida
Coordenadora do Melhor Projeto Inovador de 2004

“Receber esse prêmio é como uma injeção de ânimo redobrada para continuar pensando e lutando por projetos que atinjam diretamente o desempenho das empresas. Com ele conseguimos uma espécie de ‘selo’ que dá credibilidade ao nosso projeto. Esperamos, assim, conseguir mais parceiros e mais incentivadores para que o número de empresas e empreendedores impactados e beneficiados possa crescer continuamente”.


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