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  Governo incentiva exportação de software
22.11.2005

Fonte: Softex

Em 2004, as trinta maiores empresas de software instaladas no Brasil exportaram US$ 304 milhões, segundo pesquisa da SOFTEX e do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). Em 2007, a meta do governo é que este valor aumente cerca de sete vezes, alcançado US$ 2 bilhões anuais. Estes dados e as metas do governo federal foram apresentados a empresários, pesquisadores e profissionais que participaram da 2ª edição do Simpósio de Internacionalização e Localização de Software para Exportação (Lise Brasil 2005).

Segundo o coordenador-geral de software e serviços da secretaria de políticas de informática do MCT, Antenor Corrêa, além de ampliar as cifras das exportações do setor, outra meta do governo é aumentar a participação das empresas que desenvolvem software para o mercado exterior. Isto porque, segundo dados da mesma pesquisa, as 30 maiores empresas exportadoras são responsáveis por mais de 90% do volume de vendas para o exterior. "Incentivar a criação de novas empresas, bem como dar incentivos fiscais para as empresas consolidadas entrarem no mercado internacional, são metas que em médio prazo deverão surtir efeito", acredita Corrêa.

Outro dado que preocupa o governo e os empresários nacionais é o perfil da empresa exportadora - 70% das 30 maiores do setor são multinacionais. Ou seja, empresas de outros países que se instalam no Brasil para atender mercados consumidores externos.

Para o professor José Eduardo De Lucca, coordenador-geral do Lise e do Centro Geness (Geração de Novos Empreendimentos em Software e Serviços) da Universidade Federal de Santa Catarina, estes números deixam claro a necessidade da criação de programas de apoio às empresas nacionais que tem pretensões de conquistar o mercado externo e de projetos de capacitação profissional. De Lucca defende que as empresas devem estar preparadas, desde o momento da concepção de seu software, caso tenham como objetivo exportar, mesmo que em longo prazo. "A implantação de técnicas de Localização e Internacionalização são fatores de competitividade e de diferenciação das empresas".

Com a localização do software, é possível adaptar um produto às necessidades e particularidades de um determinado lugar - idioma, formato de representação de números, datas, horas e endereços. Já a internacionalização vai tornar a localização mais fácil, de melhor qualidade e competitiva do ponto de vista da empresa. "Pense como os árabes ou os japoneses lêem na tela do computador. Ou então na variedade de línguas e dialetos que a China fala e escreve.

Desenvolver um software que não prevê a sua adaptação a mercados distintos pode se tornar muito custoso quando a decisão pela internacionalização vir à tona", explica De Lucca. A preocupação do professor é também a mesma das 20 maiores empresas de tecnologia da informação do mundo. Sozinhas, elas destinam US$ 1,5 bilhão anuais para a localização de seus produtos, o que lhes gera um retorno avaliado em US$ 50 bilhões.


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